Uso de Máscaras e Luvas nos Serviços de Alimentação
Boas Práticas para o Uso de Máscaras e Luvas Descartáveis nos Serviços de Alimentação

Boas Práticas para o Uso de Máscaras e Luvas Descartáveis nos Serviços de Alimentação

Toda empresa que trabalha na manipulação de alimentos e contato com o público – não importa o tamanho – se tornou foco de preocupação e receio. Bares, restaurantes, padarias, lanchonetes ou mesmo pequenos negócios como carrinho de cachorro-quente, pipoca e operações de encomendas de marmita e outros tipos de comida agora devem seguir novos protocolos de reabertura com mais cuidado e atenção nos processos diários de higiene, entre eles, o uso de Máscaras e Luvas nos Serviços de Alimentação.

A transmissão do vírus da Covid-19 se dá pelo contágio de pessoa a pessoa ou em superfícies contaminadas. Pesquisas têm demonstrado que se trata de um vírus circular, pois o tempo de permanência no ambiente depende do tipo de superfície, porém é muito sensível ao detergente ou sabão e à temperatura quente de 45ºC ou mais.

Com a retomada dos serviços de alimentação, faz-se obrigatório o uso de máscaras por todos os clientes e colaboradores. O uso de máscaras na manipulação de alimentos não tem significado para proteção do alimento contra a Covid-19 porque não é causador de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA). A máscara será importante para mantermos o contato com a equipe e com pessoas externas, como os consumidores e entregadores de mercadorias.

 

Recomendações para o uso das máscaras e visores, quando forem adotadas pelos estabelecimentos:

  • Máscaras simples descartáveis: devem ser utilizadas por no máximo 2 horas;
  • Máscara alternativa de pano (artesanal): não é recomendada para uso profissional. Mas, caso adotadas, devem ser utilizadas por até 3 horas, ou se perceber umidade. Depois de lavadas com água e detergente, podem ser desinfetadas por 5 minutos sob fervura ou por imersão em água sanitária de uso geral (Hipoclorito de Sódio) por 20 minutos na diluição de 500 ppm (2 colheres de sopa de água sanitária para 1 litro de água).
  • Protetor facial tipo visor: pode ser utilizado não só como proteção do colaborador, mas também como protetor salivar na manipulação dos alimentos, protegendo os manipuladores e os alimentos. Indicado como opção para uso tanto para manipuladores de alimentos quanto para colaboradores que tenham contato com clientes e prestadores de serviço;
  • Protetor facial tipo Higimask: pode ser utilizado como protetor salivar na manipulação dos alimentos.

 

Diante do parecer técnico e do que é operacionalmente viável dentro dos estabelecimentos produtores de alimentos, especialmente caso seja optado o uso para manipuladores, uma alternativa para possibilitar higienização fácil, rápida, acessível e que permita maior controle de qualidade é o visor de proteção facial, o Face Shield.

Esses protetores podem ser higienizados com água e sabão e desinfetados com álcool 70% ou solução clorada, no próprio estabelecimento, com frequência ou conforme necessidade, de acordo com especificações do fabricante.

 

Vantagens do uso do visor como alternativa às máscaras de tecido:

  • Limpeza fácil, rápida, acessível e sustentável – não requer que os colaboradores lavem em casa e utilizem recursos naturais;
  • Maior garantia de que o protetor está limpo e utilizado de modo correto;
  • Conforto para quem está utilizando;
  • Facilidade na respiração em relação às máscaras de tecido;
  • Permite comunicação clara, sem abafar o som;
  • Reutilizável, alta durabilidade;
  • Reposição fácil.

 

Indicações para o uso dos visores/máscaras:

  • Colaboradores em atendimento aos clientes como garçons, eventuais colaboradores que estejam porcionando e distribuindo alimentos, colaboradores responsáveis pelas montagens de mesas, recepcionistas e operadores de caixas;
  • Funcionários que possuem contato com entregadores, prestadores de serviço externos;
  • Entregadores do serviço de delivery;
  • Manipuladores de alimentos, desde que sejam respeitadas todas as recomendações descritas nos protocolos sanitários, visto os riscos do uso inadequado, já apontados pelos órgãos reguladores da área de alimentos.

 

Se o estabelecimento optar pelo uso das máscaras de tecido, é importante que disponibilize quantidade suficiente à troca correta e institua um procedimento que permita o controle de troca. Um exemplo seria dotar um sistema de cores para cada período de utilização ou marcações na própria máscara que permitam identificar se houve a troca dentro do período indicado ao uso contínuo. Além disso, a lavagem das máscaras pode ocorrer pelo próprio colaborador em sua residência (se somente ele for utilizá-las) ou por meio da contratação de lavanderias profissionais (se as máscaras forem compartilhadas).

Optando pelo uso dos visores de proteção facial ou face shield, deve ser disponibilizado álcool 70% ou outro desinfetante de ação imediata para que possam higienizar os protetores com a frequência necessária durante o seu uso ou conforme especificação do fabricante. Desde que adequadamente higienizado antes e após o uso, não há problema no uso compartilhado deste protetor, conforme adotado pelo serviço de alimentação.

É importante que o colaborador utilize durante o expediente somente as máscaras ou protetores adotados pelo estabelecimento, garantindo que estão utilizando os materiais corretos e mais indicados para sua função. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 6 – NR 6 – que dispõe sobre EPIs, Sub item 6.6.1 h, cabe ao empregador, quanto ao EPI, registrar o seu fornecimento ao trabalhador.

Quem optar por fornecer máscaras descartáveis, deve ter estoque para fornecimento de ao menos 3 trocas de máscaras por dia. No caso de máscaras de pano, o estabelecimento deverá garantir que cada funcionário tenha, ao menos, 5 máscaras para que possa ir trocando e lavando as que forem sendo utilizadas, sendo o funcionário o responsável pela higienização.

 

Cuidados no uso das máscaras de tecido:

  • Assegurar-se de que a máscara está limpa;
  • Fazer a adequada higienização das mãos antes de colocá-la;
  • Evitar o contato com a parte frontal da máscara e, havendo o contato, higienizar imediatamente as mãos;
  • Colocar e retirar as máscaras, tocando no elástico ou na extremidade de amarrar, não tocando na parte frontal;
  • Cobrir totalmente a boca e o nariz, sem deixar espaços nas laterais;
  • Utilizar a mesma máscara por, no máximo, 3 horas, mas caso fique úmida, trocá-la antes;
  • Repetir os procedimentos de higienização das mãos sempre que retirar e recolocar a máscara;
  • As máscaras limpas de reposição devem estar separadas das máscaras usadas, para que não haja contaminação cruzada. Máscaras usadas devem ser acondicionadas em sacos plásticos fechados, em local distante da manipulação de alimentos e destinado a este fim e, caso o estabelecimento opte pela lavagem em lavanderia profissional, deve dispor de local adequado para o acondicionamento das máscaras.

 

Cuidados no uso dos visores:

  • Higienizar a proteção antes do uso e sempre que necessário com álcool 70% ou solução clorada, de acordo com instruções do fabricante;
  • Deve ser guardado limpo, após o uso, em local apropriado.

 

Devido à grande demanda sobre o uso de máscaras e luvas descartáveis pelos manipuladores de alimentos, a ANVISA emitiu um documento esclarecendo sobre o seu uso: “a adoção do uso de luvas não deve ser feita de maneira indiscriminada, devendo analisar, inicialmente, se outras medidas mais eficazes e mais efetivas, como a higienização das mãos, não poderiam ser adotadas no lugar.”

A partir deste momento, as orientações das legislações vigentes devem ser seguidas e devemos passar a orientar o uso para quem tem contato direto com utensílios de devolução de clientes, permitindo maior segurança ao colaborador que está na referida função.

Lembre-se que a capacitação dos colaboradores será a chave para que possamos demonstrar confiança nos procedimentos estabelecidos para o seu negócio. A proteção começa com conhecimento!

 

Entre em contato conosco e mantenha a sua equipe treinada e consciente!