Nutrisafety Alimentação Fora do Lar

Alimentação Fora do Lar

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No momento em que cresce exponencialmente o número de brasileiros que fazem refeições fora de casa, os profissionais da Nutrição assumem papel de protagonistas no segmento de restaurantes comerciais. Saiba mais:

Muito mais pessoas do nosso País estão comendo fora de casa. Este tem sido um hábito frequente para 65,3% de 18 mil pessoas consultadas em 251 cidades de 26 estados. De acordo com este levantamento, a ampliação do mercado de trabalho levou as pessoas a gastarem mais com a alimentação fora dos domicílios.

Hoje, há mais estabelecimentos do tipo bufês (self service), onde se come a vontade. Isso se explica porque a maioria da população das grandes cidades trabalha e faz pelo menos uma refeição fora de casa. Esse tipo de lugar disponibiliza ao cliente várias opções de preparações, o que é mais econômico e atrativo, além de ser rápido para quem não tem muito tempo.

Com isso, o volume de pequenos estabelecimentos vem aumentando, proporcionalmente a redução de tempo para realizar as refeições. No entanto esse tipo de serviço já começa a ser questionado, inclusive pela população em geral, pois as pessoas acabam comendo demais e sem qualidade. Daí a importância de uma Educação Nutricional.

De um modo geral, os resultados da Pesquisa de Orçamento Familiares (POF) mostram quem o consumo alimentar combina a dieta tradicional brasileira à base de arroz e feijão com alimentos de teor reduzido de nutrientes e de alto teor calórico. Por exemplo, observa-se um consumo muito abaixo do recomentado para frutas, verduras e legumes, ou seja, menos de 10% da população atinge as recomendações de consumo. É também o caso do leite, que ficou muito abaixo do recomendado e se traduz em elevadas prevalências de inadequação de necessidades diárias de vitaminas e cálcio. Ao lado disso, há uma elevada ingestão de bebidas com adição de açúcar, como sucos, refrigerantes e refrescos, principalmente pelos adolescentes. Mais de 70% da população consome quantidades superiores ao valor máximo de ingestão tolerável para o sódio, assim como também há um consumo excessivo de gordura saturada (82%). Além disso, 68% da população ingerem fibras em valores abaixo do recomendado.

A alimentação fora de casa também se caracteriza por ter participação importante das cervejas, sanduíches, salgados e salgadinhos industrializados. Sendo assim, correções na dieta permitiram atingir as recomendações

para a maioria das vitaminas e minerais. Essas modificações incluem trocar alimentos muito calóricos e com baixo teor de nutrientes por frutas, verduras, leite, grãos integrais, oleaginosas, vísceras e peixes.

Portanto, o consumo alimentar no Brasil é principalmente constituído de alimentos de alto teor energético, configurando uma dieta de risco para déficits em importantes nutrientes, obesidades e para muitas doenças crônicas não transmissíveis.

Da mesma forma que os bufês (self service) são os mais frequentados pelos consumidores das grandes metrópoles por questões de tempo, as escolhas feitas neste tipo de restaurante também acabam sendo por opções de rápida mastigação. E aí chegamos aos alimentos mais processados, embutidos e pequenos salgadinhos fritos.

Os estabelecimentos ofertam diversas opções de escolhas, porém, há necessidade de conscientização dos consumidores para que façam combinações saudáveis em seus pratos.

Qualquer consumidor de self service irá por colocar em seu prato somente os alimentos que gosta o que é natural. O problema é o desequilíbrio dessas escolhas, que podem resultar em pratos calóricos demais e nem sempre muito saudável.

Uma vez que é o cliente quem escolhe o que vai colocar no prato, dar opções saudáveis e apresentar comparativos de calorias na mesma porção em placas colocadas nos bufês pode sensibilizar os clientes a analisar melhor suas escolhas.

O papel de um Nutricionista é também o de trazer novas propostas, procurar definir uma alimentação saborosa, mas igualmente saudável. Além do trabalho de elaboração dos cardápios, o Nutricionista tem o papel de fiscalizar o ambiente no que diz respeito aos quesitos de controle higiênico-sanitário, além de promover treinamentos, fazendo com que sua equipe cumpra todos os procedimentos necessários e garantindo, assim, uma refeição de qualidade sem riscos de contaminação.

Um bom profissional também deve se preocupar com o meio ambiente, dando o destino correto aos resíduos dos setores produtivos, evitando o desperdício de água, de energia e de alimento. Também devemos estar atentos às condições de trabalho dos manipuladores, com o custo compatível e o controle nutricional e sensorial

dos produtos. Não existe um produto final de qualidade se a matéria-prima não conseguir o mesmo padrão, mas este quesito deve estar atrelado a outros fatores.

Ao não atender as regularidades exigidas pela vigilância sanitária, o estabelecimento fica sob risco de Doenças Transmitidas pelos Alimentos (DTAs), resultantes de procedimentos incorretos de manipulação, podendo gerar problemas de saúde para a população, desde intoxicação alimentar até a morte. Por isso, essa preocupação deve se estender aos fornecedores, observando que eles também atendam as normas higiênico-sanitárias, evitando, assim, produtos considerados perigosos ou nocivos. Por estes motivos é imprescindível a presença de um Nutricionista, que responda pela qualidade, eficiência e segurança dos serviços prestados.

Fonte: Revista CRN3 (Conselho Regional de Nutricionistas SP/MS). 

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